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Gestor de Bem-Estar e Felicidade Organizacional: profissão do futuro?

Num mundo de automação e IA, porque liderança, cultura, confiança, talento e pensamento sistémico ganham peso — e onde entra o Gestor de Bem-Estar e Felicidade Organizacional.

Sofia Manso · Direção editorial GBEFO · 3 novembro 2026

Automação não elimina a necessidade de gerir humanos

A inteligência artificial e a automação estão a alterar tarefas, fluxos e decisões. A evidência recente da OIT aponta para ganhos de produtividade reais, mas também desiguais, e para mudanças na autonomia, na qualidade do trabalho e na organização do trabalho. A tecnologia muda o sistema; não o governa sozinha.

As competências humanas continuam centrais

O Future of Jobs Report 2025 destaca liderança e influência social, resiliência, gestão de talento, empatia, pensamento sistémico e motivação entre competências centrais ou em crescimento. A combinação de tecnologia com capacidades humanas é apresentada como requisito para muitas funções em crescimento.

Uma função para ligar o que hoje aparece fragmentado

Bem-estar, cultura, segurança psicológica, experiência das pessoas, liderança, dados e produtividade são frequentemente tratados por equipas diferentes. O valor de uma função especializada está em ligar estes elementos num sistema de diagnóstico, prioridades, responsabilidades, intervenção e medição.

“Profissão do futuro” não significa título universal

O título pode variar entre organizações e geografias. O que é estrutural é a necessidade: alguém precisa de saber ler riscos humanos e organizacionais, construir respostas, mobilizar liderança e avaliar impacto. O GBEFO posiciona esta capacidade como profissão e especialização emergente, não como promessa de um cargo padronizado em todos os mercados.

O diferencial está na responsabilidade

Organizar atividades é fácil de automatizar e externalizar. Assumir responsabilidade sobre diagnóstico, escolhas, justiça, confiança, prioridades e consequências exige julgamento e contexto. É aí que a gestão humana se torna mais estratégica, não menos.

Fontes e leitura adicional

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