Riscos psicossociais
Direção editorial: Sofia Manso · GBEFO · Academia da Felicidade
Riscos associados ao desenho, organização e gestão do trabalho e ao contexto social que podem causar dano psicológico, físico ou social.
Porque importa
A EU-OSHA recomenda uma abordagem preventiva, integrada e sistemática, tratando-os como riscos organizacionais e não falhas individuais.
Na prática
- Identificar exigências, controlo, apoio e clareza de papel.
- Envolver trabalhadores na avaliação.
- Priorizar eliminação ou redução do risco na origem.
Como passar do risco genérico ao diagnóstico
Riscos psicossociais resultam da forma como o trabalho é concebido, organizado e gerido. Falar de stress de modo abstrato é insuficiente: é necessário localizar fontes concretas como carga, ambiguidade, conflito de papéis, baixa autonomia, comportamentos de liderança, violência, insegurança ou falta de recursos. O diagnóstico deve permitir priorizar causas e não apenas descrever sintomas.
- Identificar onde o risco se concentra por equipa, função, processo ou momento do trabalho.
- Combinar perceções com evidência operacional e contexto, sem reduzir o diagnóstico a uma média.
- Definir medidas sobre a organização do trabalho antes de depender apenas de respostas individuais.
Perguntas para levar para o diagnóstico
Que evidência temos? Onde o padrão é mais forte? O que no sistema pode estar a produzi-lo? Que decisão concreta seria diferente se compreendêssemos melhor este tema?
No GBEFO
Este conceito é trabalhado no Módulo 6 da certificação, ligado a diagnóstico, decisão e aplicação organizacional. O objetivo não é memorizar uma definição: é perceber quando o conceito ajuda a ler melhor o sistema e quando pode ser mal utilizado.